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A arte subtil de se sentir bem
- inteligência emocional no Verão 

Todos gostaríamos de viver aquele Verão completo que vemos nos filmes, cheio de boas vibrações e gargalhadas eternas — quando, na realidade, isso raramente é algo que se encontra; mas sim algo que pode ser percebido. A procura pela “ideia” de Verão acaba, muitas vezes, por nos afastar daquele que está realmente a acontecer.

E, de alguma forma, ao estarmos constantemente à procura, esquecemo-nos disso.

 

O Verão traz-nos a oportunidade de regressar ao essencial do sentir-se bem. Mais do que coisas, evidencia aquilo que consideramos o mais importante do mundo: nós — as nossas relações com os outros e connosco próprios. Acima de tudo, é isto que realmente importa:

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1. Partilhar decisões

-uma prática simples para o equilíbrio emocional

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As férias dizem respeito às pessoas com quem escolhemos estar e, de certa forma, essa escolha já parte da confiança que temos nelas e nas suas decisões.

 

Os grupos transportam uma inteligência silenciosa — um sentido natural do que é importante — se lhes dermos espaço para emergir. Quando deixamos as coisas fluir, o grupo inclui-nos naturalmente.

Claro que, como todos, aprendemos a valorizar e a prioritizar as nossas escolhas e gostos. Ainda assim, mesmo quando um grupo segue as nossas preferências, uma experiência verdadeiramente completa tem sempre um pouco de cada um.

 

Tal como no dia a dia gerimos departamentos, empresas, projetos e até famílias para alcançar objetivos, o Verão convida-nos a recordar que este mundo é de todos nós. Confiar nas escolhas dos outros e dividir os programas de verão — temas de conversa, lugares para comer, planos do dia — não só cria equilíbrio, como nos lembra que não somos apenas os nossos gostos, preocupações ou temas. Somos também os dos outros.

 

Quando desligamos o papel de quem fala e damos espaço à escuta, vivemos um Verão com mais diversidade, oportunidades, novidade e surpresa. Partilhar decisões não significa perder controlo — significa descobrir a beleza de fazer parte de algo maior. A leveza surge quando vivemos o Verão como “nós + eles”.

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2. O Verão Precisa de Muito Pouco

 

– como a simplicidade ajuda a sentir-se bem de forma natural

 

O Verão não precisa de uma ocasião — o Verão é a ocasião. Começamos a fazer malas a pensar: “do que vou precisar se isto acontecer?” Mas o Verão já nos diz muito:

“Dou-te calor, tempo, ingredientes frescos, disponibilidade de amigos e família, água para mergulhar, natureza para explorar — tudo sem qualquer compromisso. O que pode ser mais importante do que isso?”

 

Por isso, o convite para levar apenas um pequeno trolley ou uma mochila está em cima da mesa há muito tempo. Talvez seja o momento de aprendermos a linguagem do Verão: tudo aquilo de que realmente precisamos já está assegurado. Pelo menos nesta altura do ano, só precisamos de levar connosco: nós mesmos.

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3. Preferir Conteúdos Físicos e Entretenimento Simples

 

– desligar para estar presente

 

Envolver-mo-nos verdadeiramente com o que nos rodeia implica largar hábitos que mantemos durante todo o ano. O conteúdo certo é exatamente aquilo que já está à nossa frente.

 

Nos dias de praia, revistas e jornais físicos locais podem guiar-nos através de conteúdos diários selecionados por jornalistas profissionais — para nós.

 

Para nos inspirarmos, não precisamos das últimas atualizações das redes sociais, mas sim do estímulo criativo certo à nossa frente.

Ter jogos físicos (raquetes, cartas, voleibol) promove não só a saúde física durante as férias, como, acima de tudo, fortalece os laços do grupo em atividades onde veremos por nós próprios: a diversão de certeza que irá emergir.

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4. O Melhor Lugar para Comer é Onde Já Estamos

 

– alimentação local

 

A evolução deu-nos a possibilidade de descobrir e experienciar o que é novo, diferente e tendência através do telemóvel. Isso é ótimo. Hoje podemos escolher algo que não está imediatamente à nossa vista. Mas isso, é o que fazemos ano inteiro.

 

O convite aqui é escolher sem o telemóvel. Escolher locais é escolher um serviço de comida que faz parte do contexto onde estamos: aquilo que vemos, cheiramos e valorizamos à nossa frente. É escolher algo que alguém pensou para estar presente quando nós estamos presentes.

Mesmo que não esteja no topo das classificações das aplicações, estamos a escolher ingredientes locais, um serviço cultural local e aquilo que é naturalmente acessível. Escolher o que está fisicamente perto pode não ser “o melhor de sempre para toda a gente”, mas é o melhor para nós naquele momento, naquele lugar, naquele contexto.

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5. Estar presente com o grupo

 

– para o autocuidado emocional

 

Assuntos comuns surgem quando nos esvaziamos um pouco. As nossas perspectivas têm o seu espaço, mas ficam em segundo plano face ao que nos juntou a alguém.

 

As tendências modernas empurram-nos para partilhar aquilo que usamos, gostamos e fazemos — como se esses hábitos definissem quem somos, em vez daquilo que experienciamos.

Tudo se torna mais simples quando começamos por ouvir. Quando deixamos o outro falar, um tema comum surge com o tempo — surge sempre.

 

Em todos os casos, o que é verdadeiramente importante para ambos é o que está a acontecer ali, à nossa frente. Começa por celebrar isso e deixa que o resto se revele naturalmente.

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